Metamorfose
E aí, na saída da minha formatura, ainda limpando as lágrimas que, teimosas, insistiam em cair, vi que havia uma mensagem no meu celular, mensagem de um amigo muito querido. Qual não foi minha surpresa ao ver o conteúdo dela. Uma mensagem bruta, estúpida e ainda com ar julgador. Eu não acreditei. Lembrei que entre meus objetivos pra este ano está não deixar tudo me magoar tanto como eu sempre deixei, por anos. Então fechei o celular e decidi não responder, afinal, eu seria tão grossa quanto ele e não levaria nenhum de nós a nada.
O assunto da mensagem cresceu tanto em tão pouco tempo que eu me surpreendi. Fui, junto com uma amiga, acusada de querer criar um "grupo" dentro de outro. Fala sério... Justo eu, que por anos, lutei para que isso jamais existisse em nossa comunidade, agora ouço que sou a pivô disso. E que, independente do que eu pense, eu deveria estar aonde todos estão.
Bom, eu não vou discutir as decisões, nem os julgamentos das pessoas, porque afinal eles só me provam que quem eu considerava amigo, na verdade não o é.
Mas devo dizer que, tomei algumas decisões pra este ano, visto que no ano passado sofri muito em razão dos outros e percebi ( a muito custo) que devo gostar mais de mim, confiar mais em mim e fazer coisas mais pra mim... Ou seja, ter um momento egoísta. Isso mesmo!!! Egoísta!!! E pasmem os que lerem e pensarem: _ Nossa... O que houve com a Danusa???
Eu explico.
Houve um ano, intitulado 2007, aonde eu descobri que melhores amigos, por quem você põe a mão no fogo, mentem pra você, e não se importam com as consequências. Um ano em que eu tive uma perda grande demais e não tive mãos o sufuciente pra me ajudarem a levantar. Um ano em que eu, depois de lutar muito por um ministério, não consegui segurá-lo e se aproveitando disso, vi pessoas criticando e usurpando um lugar que elas consideram simplesmente "cargo" e não ministério. Um ano em que aprendi a valorizar meus pais acima de tudo e abaixo de Deus, apesar de todas as nossas diferenças. E que parentes só servem para atear fogo no que não dói neles. Um ano em que ouvi que sou volúvel, apesar de mais uma vez ter feito tudo conforme mandava o figurino. Um ano em que vi a depressão entrar pelo vão da porta do meu quarto, enquanto eu chorava em silêncio, um choro abafado pelo travesseiro... Um ano em que a oração era aquela relâmpago, que necessitava de respostas rápidas, e que muitas vezes acabava junto com o sono, e alguém que sempre orou e jejuou pelos outros encontrou poucos para fazerem isso por ela num momento trágico.
Bom, eu poderia contar mais, mas acho que por aí já dá imaginar que, qualquer pessoa que passe por isso, acaba por se transformar, amadurecer e libertar-se. Afinal se é pra ser julgada, que seja pelos meus próprios atos, conscientes, coerentes e assumíveis. Se for pra ser enganada que seja por alguém que nada sabe de mim, a não ser meu nome e endereço, se for pra receber mensagens em tom julgador que seja por alguém que realmente possa me julgar.
Sendo assim, eu declaro que, a partir de 2008, eu sou sim uma nova pessoa e que, se isso assustar alguns, que seja, e se isso me juntar a outros, amém. Deus é e sempre será meu foco, minha base e minha fonte de equilíbrio. Nisso eu ainda sou e sempre serei a mesma.

Escrito por Dan às 00h26


Leia este blog no seu celular