Um domingo chuvoso... Um tempinho bom pra ficar na cama, ou no sofá e de preferência bem acompanhado!
Não to falando da companhia de pai e mãe, nem de irmãos e sobrinhos ( que eu não tenho por sinal). To falando de companhia pra abraçar, deitar feito conchinha, dividir a coberta... Hummm que delícia!!!!
(Enquanto isso meus pais roncam na sala!!!) rsrsrsr
Mas na espera por essa companhia, mais uma crônica da Danuza Leão me serve de consolo, ou melhor me serve pra valorizar o que tenho: meu pai - sem dúvida meu melhor amigo!
Segue o trecho:
" Todo mundo quer ser livre; a liberdade é o bem mais precioso, almejado por homens e mulheres de todas as idades, e a luta para conquistá-la começa bem cedo.
Desde os primeiros meses de idade, você só pensa em uma coisa: fazer o que quer, do jeito que quer.
Crianças de meses rejeitam a mamadeira de três em três horas, mas choram quando têm fome- querem comer na hora que escolherem - e quando um pouco mais grandinhas brigam pra não vestir a roupa que a mãe escolheu (...)
Quando adolescentes, as coisas pioram: querem a chave do carro ( e a de casa), e quando começam a sair à noite e os pais tentam estabelecer uma hora para chegar, é guerra na certa, com as devidas consequências (...)
Mas o tempo passa, vem um namoro mais sério, e quem ama não é - nem quer ser - livre (para que o outro também não seja).
Aí um dia você começa a achar que, para ser livre mesmo, é preciso ser só; começa a se afastar de tudo e cancela o amor em sua vida - entre outras coisas. Ah, que maravilha: vai aonde quer, volta na hora em que bem entende, resolve se o almoço vai ser uma sanduíche ou na-da, sem ninguém para reclamar (...) Ah, viver em to-tal liberdade é a melhor coisa do mundo.
Mas a vida não é tão simples, e um dia você acorda pensando em se mudar de casa; Fica horas pesando os prós e contras, mas não consegue se decidir(...) Pensa em ir ao cinema, em cortar o cabelo... E acaba não fazendo nada disso. Depois de tantos anos sem precisar dar satisfação a ninguém, começa a sentir uma estranha nostalgia.
Como seria bom se tivesse alguém que te aconselhasse a não trocar de carro agora; que mostrasse que você foi injusta com aquela amiga. Que falasse coisas que iam te irritar, desse conselhos que você ia seguir ou não, alguém com quem você pudesse brigar, que te atormentasse o juízo às vezes, para você poder reclamar bastante (...)
E que às vezes notasse suas olheiras e falasse, de maneira firme, que você está precisando se cuidar; E que dissesse sempre em qualquer circuntância, "vai dar tudo certo".
Que falta faz um pai.
[Da crônica "Liberdade, oh liberdade"]
Escrito por Dan às 15h00
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